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hexagrama
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Para representar a interseção entre os três elementos da tríade – SENTIR, PENSAR E AGIR -, a partir de três círculos, encontramos dois triângulos inversos, um com o ápice para cima e outro com o ápice para baixo. O primeiro, chamado de triângulo branco, representa a Luz do Espírito Santo, que tem como objetivo estar presente na caminhada do homem e da humanidade, oferecendo a sustentabilidade espiritual necessária à sua plena evolução.  O segundo abriga a tríade acima, representando a forma como o ser humano deve realizar “seu fazer” durante sua existência na Terra.

Podemos observar duas linhas separando o círculo, uma vertical e outra horizontal situada no limite inferior do primeiro quartil. A linha vertical, contendo quatro quartís,  representa a “Verticalidade Crística”  e a horizontal, que liga a “realidade” e os “limites” representa o equilíbrio entre a “sabedoria Universal” e a “matéria criada”.

Como a linha vertical representa o eixo do círculo, vamos compará-la com a coluna vertebral do ser humano. Podemos levantar a hipótese de que os movimentos devem estar sempre consoantes com diretrizes emanadas por esse eixo. Assim, para que haja harmonia em tudo, é preciso obedecer ao “Eixo da Verticalidade”.  Desta forma, tanto para a existência de seres em nível micro, a exemplo do elétron, como em nível macro, as galáxias, devem estar subordinados a um “Eixo”.  Se os pássaros e os animais durante o processo migratório  se orientam pelo eixo magnético da terra, os humanos deveriam orientar suas ações pela “Verdade contida na Verticalidade Crística”, representada pelos valores e crenças. Para os cristãos, por  exemplo,  são os Dez Mandamentos da Lei de Deus.  O livre-arbítrio não dispensa a intuição que está no coração do homem. Nela encontraremos a bússola que nos orientará no rumo correto e andar seguro ao longo da caminhada nesta vida.

Tal análise nos permite atribuir à “linha horizontal”, representada pela base do triângulo com o vértice para baixo, a estabilidade. É como uma aterrissagem de um avião. Existe uma linha vertical, representada pela pista e a fuselagem principal do avião  representada pelas suas asas. Ao tocar no chão deverá estar em perfeita harmonia com a verticalidade, pois do contrário poderá haver um acidente.

Infelizmente, baseado nessa premissa, é possível concluir que pelo comportamento geral apresentado atualmente pela humanidade, a linha horizontal está em desarmonia com a vertical, pois estamos vivendo o caos da moral, da ética, dos bons costumes etc. Cabe ao próprio homem, por meio do seu livre-arbítrio, tomar consciência desse fato e, pelo autoconhecimento, verificar os pontos a serem melhorados para estarem mais bem alinhados, minimizando, assim, seu agudo sofrimento.

Podemos, além disso, atribuir ao encontro destas duas linhas a representação da cruz, na qual Jesus Cristo  foi sacrificado para redimir  os pecados da humanidade.    A linha horizontal que não está visível e que passa pelo centro do círculo, limite inferior do segundo quartil,  representa a “Força criadora do homem”, que tanto pode ser construtiva ou destrutiva. Ela é subproduto do Sentir, Pensar e Agir. É importante considerar que a não obediência às leis universais da “Verticalidade Crística” acarretarão infortúnios, desconfortos e doenças. Desta forma, o livre-arbítrio não é para decidir qualquer coisa, mas sim descobrir a melhor alternativa e tomar a melhor decisão, segundo as diretrizes contidas no âmago da alma do indivíduo, ou seja, seus valores e crenças. 

No encontro dessas duas linhas (vertical e horizontal) encontramos o ponto que simboliza o centro, a origem, o lar, o princípio da emanação e o termo de retorno. Ele designa o poder criativo e o fim de todas as coisas. Na doutrina hindu e tibetana, o ponto, chamado de bindu, é igualmente a gota, o germe da manifestação. Podemos considerar que o ponto central do círculo representa o ponto no qual se encontra a essência do homem.

De acordo com o Dicionário de Símbolos, o bindu é a imagem da incomensurável unidade em forma de ponto final da integração, bem como de ponto de partida de toda meditação profunda. O bindu tem igualmente o sentido de gérmen e de sêmen. É o sêmen transmutado interiormente pelo homem. Designa o ponto de onde partem o espaço interior e exterior, no qual se formam UM. Ele é também o “Senhor além do Estado” cujo corpo é formado por fulgurações e que reside em um Chakra superior. Está ligado à luz azul-celeste da Sabedoria do Dharmadatu, puro elemento de consciência que emana do coração de Vairocana, o Dhyani-Buddha no centro da Mandala. Procede da Vacuidade infinita, como o espírito no qual repousam todas as coisas.

Esse grão de luz, viva como a de uma estrela, é formado pela união do prana, sopro vital, da essência de nosso espírito e do principio consciente. Seu aspecto denomina-se Felicidade; a natureza, claridade; sua essência, Vacuidade.

Como aludido acima, é a partir do bindu que se expandirá a natureza criadora do homem, que poderá ser benéfica ou maléfica. Estamos considerando a Luz e não as trevas. Assim, se o coração do homem não absorver a Luz, certamente, viverá a não felicidade, a não claridade e a não vacuidade.

Tudo que o homem realizar influenciará, obviamente, não apenas a si próprio, numa relação causa-efeito, mas a toda a humanidade. Por isso, precisamos ter consciência de nossas ações, pois em vez de adquirirmos a liberdade, teremos a prisão.

Se você, prezado internauta, fizer a ligação dos demais pontos da “Estrela de David”, os quais podem ser observados no gráfico, chegara à conclusão de que vivemos dentro de um princípio chamado holográfico.

Segundo a Wikipédia, a holografia foi concebida teoricamente em 1948 pelo húngaro Denis Gabor, ganhador do Prêmio Nobel de Física em 1971. O nome vem do grego Holos: todo, inteiro; e grafhos: sinal, escrita, pois é um método de registro “integral”, com relevo e profundidade. Os hologramas possuem uma característica única, uma vez que cada parte deles possui a informação do todo.

Esse conceito de registro “total”, onde cada parte possui informação do todo, é utilizado em outras áreas, como a neurologia, neurofisiologia e neuropsicologia.

Análise do comportamento das linhas

  1. A linha vertical demonstra que para se atingir a força de forma equilibrada é necessário estar adequada entre duas outras linhas: Paradigma e Desafio.  A primeira diz que somente pode-se adotar um determinado paradigma se houver crença no mesmo. É preciso acreditar. A segunda diz que somente haverá sucesso em um determinado desafio se houver a manifestação da vontade;
  2. As linhas da “realidade” e dos “limites” demonstram claramente que: todas as vezes que percebemos a realidade, devemos considerar se a  nossa percepção está ajustada de acordo com as nossas “crenças”, as quais carregam em si os componentes de “riscos”. Os “limites” que envolvem as condições e recursos para as decisões sempre irão depender da vontade em desejar utilizar os “limites” o máximo possível.

As linhas da mandala nos oferecem orientações interessantes para nos conduzir a um processo de reflexão dos nossos sentimentos, pensamentos e ações. Ao observá-la atentamente, encontraremos dezenas de outras de profundo significado para uma boa caminhada nesta vida.

A mandala resume toda a filosofia  e metodologia do PRINT. Assim, além de possuir um campo de energia que lhe é inerente representa um mapa para a boa conduta do homem.  

 
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