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Programa

MP: 7 Professor Daniel Julio, poderia explicar como dimensionar, de maneira prática,  o valor real de uma situação, uma vez que ela será a motivação básica de todo esse nosso esforço?

DJ: Mr.Print, a sua preocupação faz muito sentido. Embora seja objetivo do livro tratar desse assunto, posso dar uma idéia geral de como lidar com esse tema.

Meu prezado internauta, em primeiro lugar é preciso separar as situações que ocasionam desconfortos. Elas sempre nos colocam em dificuldades e nós ficamos envolvidos, enrolados e, por vezes, confusos sem saber o que fazer. Diante de um cenário que nos pareça complexo, devemos, em primeiro lugar,  separar essa situação generalizada em situações menores, tornando-as mais administráveis. Contudo, fazer isso de maneira racional nem sempre é fácil, exigindo alguma dedicação de nossa parte. Em geral, tais situações estão contaminadas pelo nosso lado emocional. Nesse caso é  importante traduzir os sentimentos que fazem parte do nosso lado afetivo para o lado racional, de forma a permitir tratamento e encontrar uma resposta às nossas questões.

Do momento em que se separa uma situação complexa, cuja figura mais parece um rolo todo emaranhado no qual não se acha a ponta da linha, em situações analisáveis, será mais fácil encontrar a solução. Quando estamos diante daquela enorme montanha, nos sentimos pequenos e impotentes. Mas será aquela montanha verdadeira? Será que ela, de fato, é do tamanho  que aparenta ser?  Que tal dinamitarmos a montanha, separando-a em grandes pedras? Se assim fizermos, não teremos mais uma montanha, e sim, ao contrário,  um conjunto de grandes pedras que podem e devem ser analisadas, compreendidas e solucionadas. Como não podemos trabalhar em todas as pedras ao mesmo tempo, é preciso  priorizar qual delas está provocando mais angústia e desconforto.  Toda a nossa energia deverá ser direcionada para a pedra escolhida, não nos importando, nesse momento, as demais. Depois de resolvida a primeira,  vamos à busca da segunda e da terceira,e assim por diante. É possível, contudo,  que a pedra, do tamanho como se apresenta, ainda é impossível de ser analisada. Se isto ocorrer, teremos que continuar quebrando essa pedra em muitas outras pedras, e assim continuando até que se consiga compreender seu significado.

O ato de quebrar a montanha em pedras e estas, por sua vez, em pedras cada vez menores até se transformarem em pedras administráveis, nos mostrará que muitas delas, pela clareza como se apresentam, deixam de ser  situações preocupantes, não merecendo, dessa forma,  a nossa atenção. Isso ocorre com muita freqüência, por que o nosso ego se assusta com facilidade. Ao se assustar, surge o medo que, por sua vez, aumenta o tamanho da situação. Aumentando a situação, cresce o medo, tornando-o cada vez maior.  Esse cenário, cada vez mais assustador e desconfortável irá se transformando em elementos que comporão a montanha que descrevemos acima.

MP: 8. Prof. Daniel Julio, a idéia de separar uma situação complicada é interessante. Mas, quando eu já fiz toda separação possível e mesmo assim tenho situações que não consigo encontrar uma solução adequada, não será interessante compartilhar com outra pessoa e buscar mais esclarecimento sobre a mesma?

DJ: Sempre que pudermos compartilhar com outra pessoa alguma situação que nos pareça incompreensível, mesmo depois de um grande esforço de análise, será de grande valia, pois a percepção do outro é diferente da nossa.

Uma vez que não temos o conhecimento e a habilidade necessária para identificar uma forma para resolver a situação,  esse o momento mais adequado para encontrarmos um amigo, um familiar ou qualquer pessoa de nossa confiança e que tenha expertise para nos ajudar a superar esse desafio. Mas qual deverá ser o perfil desse colaborador? De acordo com a nossa proposta, ele deverá evocar o Mr. Print que existe dentro dele, tendo em vista a sua qualificação para clarificar aquela situação. Se não for, não terá condições de nos ajudar.

Para compreender tal pressuposto, é importante aceitar a idéia de que todos os seres humanos são providos de energia. A energia, em sua primeira avaliação, não é boa nem má. Ela é neutra. É ela quem  manifestará de forma concreta as nossas intenções, quer sejam providas pelo sentimento, pensamento ou ação.  Se as nossas intenções direcionam nossa energia para o bem ou para o mal, para o certo e para o errado, para construção ou destruição, para a atitude ética ou antiética, então precisamos tomar muito cuidado, lembrando que exercemos influência sobre outros a partir dos sentimentos que cultivamos, nossos pensamentos e, acima de tudo, nossas ações. Esse cuidado se torna maior ainda quando descobrimos que  toda e qualquer energia emanada por nós, a nós pertencerá. Isto significa que energias irradiadas a outros voltam para nós com uma carga maior.

Assim sendo, podemos atribuir que todas as pessoas têm um lado de Mr. Print. Isto é, elas são muito boas naquilo que sentem, no que pensam e no que agem. Diferentemente, em outras situações, elas se mostram de forma oposta. É, como se fosse o lado sombrio, ou seja, uma escuridão pela ausência da luz. É bem verdade que, dependendo da situação e do momento de vida de uma pessoa, ela poderá oscilar entre os dois extremos, ora mais para esquerda (sombras) ora mais para direita (luz).

MP: 9. Por que foi escolhido o título de “Liberdade de Ser Responsabilidade do Fazer”, caro professor?

DJ: Porque representa e essência de todo o conteúdo do livro. Partindo do pressuposto que  nascemos e vamos deixar o planeta terra  em algum momento, cujo resultado final do nossa caminhada em vida deve resultar em evolução espiritual, todo nosso esforço deverá ser para ampliar a nossa liberdade. Quanto mais livre, mais espiritualizados nos tornamos. Para isso, é preciso FAZER, realizar, transformar, modificar etc., porque à medida que FAZEMOS com responsabilidade o que nos é atribuído pelos papéis, conquistaremos nossa liberdade de SER. Para isso, fomos buscar os fundamentos filosóficos para dar sustentabilidade à proposta do PRINT.

MP: 10. Qual foi a estrutura utilizada no livro, de maneira a torná-lo compreensível e aplicável à vida prática?

DJ: O propósito da obra é proporcionar aos leitores momentos de reflexão sobre as oportunidades do presente e como potencializar seus talentos, aprendendo a focá-los naquilo que considera importante para a sua vida. Para se atingir esse propósito o livro foi desenvolvido em dez princípios, sendo que os nove primeiros são dedicados à compreensão filosófica e o último dedicado a metodologia do PRINT. Os princípios são:

  1. Sou um ser holístico com o poder do agora.
  2. Viver é sentir momentos com sabedoria.
  3. Sou hoje aquilo que fiz ontem.
  4. Sonhar hoje para mudar o amanhã.
  5. Ter a liberdade como fim e a responsabilidade como meio.
  6. Estar consciente do “espaço do possível”.
  7. Transformar a capacidade potencial em real.
  8. Ampliar a liberdade e qualidade de vida, continuamente.
  9. Realizar sonhos acalentados.
  10. “Printar” a caminhada, por meio de um método.

MP: 11. Prof. Daniel Julio é possível colocar todos os princípios numa única redação? Como cada internauta poderá  lê-los, de forma afirmativa?

“Nasci proprietário dos meus talentos e vocações. Tenho condições de ver o mundo como um todo e nele me situar como um ser que transforma, realiza, inventa, reinventa. Por isso, tenho quem estar presente, com meu poder do agora,  vivendo de forma intensiva e com sabedoria  os momentos que a vida me oferece.

À medida que caminho na estrada da vida vou me transformando naquilo que sou no presente, resultado das minhas ações do passado. Ao mesmo tempo, fruto  das minhas experiências, revejo, continuamente,  meus valores e  mudanças que desejo realizar amanhã.

Sei que a cada ação que realizar, ampliarei o meu “espaço do possível” e estarei conectado ao mundo, obtendo a minha liberdade, conseqüência natural  da responsabilidade  por mim assumida. Tenho consciência de que, assim fazendo, estarei potencializando a minha capacidade, aplicando-a nas situações  percebidas  na realidade presente. 

A luta contra as resistências se impõe, porém exigindo de minha parte a evocação da sabedoria, isto é, ampliar a liberdade de maneira que me permita viver com qualidade e evitar obstáculos que impeçam o alcance,  no futuro,  dos sonhos acalentados no passado”

Finalmente, é necessário saber como chegar lá. É preciso empreender, de fato, a nossa caminhada na vida, aproveitando ao máximo nossos talentos e recursos disponíveis. A única forma de fazer isso é estabelecer um método, uma vez que, conceitualmente, significa um caminho para se atingir um fim.”

Se você acredita nestes princípios, tenha certeza de que os encontrará neste livro. Conheça-os, compreenda-os e pratique-os para que seja uma pessoa mais assertiva,  integrada e feliz,  pronta para se tornar um empreendedor, pois o mundo pertence àqueles que fazem as coisas acontecerem.

MP: 12. Prof. Daniel Julio, para concluir nossa entrevista poderia dizer qual é a sua formação e como foi sua trajetória até o presente momento?

Hoje, contando com 62 anos de idade, posso dizer que minha vida pessoal e profissional foram adequadamente saudáveis.  Tenho uma família maravilhosa que me apoiou em tudo aquilo que fiz durante a minha caminhada. Além disso, a minha história de vida registra contatos com muitos amigos, cuja amizade e bom relacionamento foram desenvolvidos durante os cursos e palestras que tive oportunidade de realizar.  A minha primeira formação foi direcionada para o ensino, me graduando na área de pedagogia. Contudo, minha dedicação foi voltada para a andragogia, isto é, educação profissional de adultos. Em 1975 iniciei as minhas atividades na área de treinamento de pessoal em uma organização bancária. A seguir, 1978 iniciei minha graduação em Administração de Empresas, cuja conclusão se deu em 1981. Ao concluir o curso, dada as minhas características e perfil profissional,  fui convidado a permanecer na instituição como professor da cadeira de Recursos Humanos, permanecendo até 1985. Em 1979 fui para a indústria no seguimento de siderurgia até o ano de 1991. Durante o ano de 1992 me dediquei a atividades próprias na área de alimentação. Foi uma fase maravilhosa, pois pude exercitar meu lado empreendedor. Em 1993 fui convidado para desenvolver um projeto social em uma Fundação de renome internacional. Tenho muito orgulho de ter realizado tal projeto. Na última fase da minha participação nessa Fundação, fui convidado a assumir o cargo de diretor do colégio, em cujo posto permaneci durante dois anos, até julho de 2007. A partir dessa época, fiquei livre para realizar o projeto do PRINT. Nesse momento, o meu sonho é colocar todas as minhas idéias, cultivadas durante 21 anos, para funcionar no PRINT, que deverá ter abrangência internacional. 

MP: 13. Obrigado Prof. Daniel Julio, foi uma excelente entrevista.

DJ: Estarei sempre pronto a responder suas perguntas e àqueles que se interessarem a fazê-las. Obrigado.

Se você também tem alguma dúvida ou mais perguntas para fazer ao Autor e ao Mister Print, escreva para autor@misterprint.org
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