Chegar lá? Onde? Duas perguntas básicas que um náufrago faria. O que ele vê é apenas água. Não há nada além de água. Muita gente percebe a realidade dessa forma. Para elas é muito difícil imaginar que a vida é constituída de outros cenários. Muitos outros, guardando em si uma riqueza incalculável; não exatamente no aspecto material, mas toda a sabedoria a ser adquirida pela vivência. Os humanos, em geral, detestam se enveredar por caminhos não conhecidos, preferindo caminhar naqueles que estão acostumados.
Mesmo os caminhos realizados no cotidiano de nossas vidas escondem coisas que podem nos prejudicar como nos elevar. Enxergamos, mas não vemos; escutamos, mas não ouvimos. Somos cegos e surdos, pois não captamos as verdadeiras mensagens que a vida nos oferece, nos alertando e nos mostrando aspectos importantes para nossa evolução.
Mas esse é o território de que fazemos parte. É nesse espaço que podemos e devemos agir, pois nele encontraremos os caminhos ainda não explorados. Para isso, é preciso disposição, interesse e desejo profundo de encontrá-los; é preciso ser curioso, audacioso e muito criativo para decidir explorar novos caminhos; é preciso coragem, tenacidade e perseverança para iniciar e continuar o percurso até chegar lá; acima de tudo é preciso ter fé.
Quando houver essa disposição de alma, todo o nosso ser entrará em ação. A energia acumulada para chegar lá será muito forte, tão grande que poderá contar com a ajuda de energias complementares disponíveis no universo.
Contudo, é necessário que tenhamos “a cabeça no teto e os pés no chão”. Significa que podemos e devemos sonhar, porém com a certeza de que estamos com a nossa percepção aguçada para, de um lado, não cairmos nas armadilhas e, de outro, fazermos o uso devido das oportunidades existentes, bem como dos talentos e capacidades natas que fazem parte de nossa propriedade.
Ao definirmos nossos objetivos, ou seja, o espaço que desejamos atingir, temos que levar em consideração as oportunidades, tempo e recursos existentes. Dessa forma, o ideal é sermos alpinistas das nossas montanhas. A montanha foi escolhida; os recursos para o percurso e as ferramentas e acessórios foram previamente selecionados; as condições de tempo foram avaliadas; todo o conhecimento necessário foi estudado e compreendido. Agora, só nos resta dar início à caminhada.
Escalar a montanha não é fácil. Exigirá muito cuidado e determinação. A segurança é um fator fundamental, pois uma ação mal executada poderá comprometer o plano e colocar em risco a vida de quem se propõe a tal empreendimento. É preciso escalar passo a passo. É preciso estabelecer as regras e segui-las, se quisermos chegar lá.
Quanto maior a montanha, maior será o desafio e sabor do sucesso. Mas quanto maior for, maior será o risco. Mas de uma coisa não devemos esquecer. “A melhor visão do todo teremos se estivermos no cume da montanha e não na segurança de uma planície”. |