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Quem Sou eu?
Será que eu sou aquilo que sinto? Ou que penso? Ou que faço? Nós somos tudo isso.  Mas, para facilitar, podemos dizer que: “eu sou aquilo que faço”. Devemos, para tanto, entender que este fazer não é apenas realizar, transformar, modificar e sim todo e qualquer movimento e energia que produzimos. Quando produzimos  ou alimentamos um sentimento estamos também fazendo, seja ele relativo à nobreza humana, tais como: amor, compaixão, admiração, respeito, consideração etc. ou à pobreza humana, tais como  : ódio, raiva, ciúme, intolerância etc. Quando estamos pensando, já que pensar é produzir energia,  o resultado poderá ser benéfico ou maléfico,  quer seja para nós mesmos ou para os outros.  A forma como percebo a realidade que me cerca, embora não esteja produzindo nada num primeiro momento, certamente, influenciará a qualidade do pensar e também do agir.

Assim sendo, a maneira mais prática de responder essa questão filosófica é; “eu sou aquilo que faço”; se faço sou; se não faço não sou. De certa forma isso é um alívio, porque, infelizmente, o lado não saudável de nossa mente, inúmeras vezes provoca sentimentos de culpa ou remorso por coisas que talvez pudéssemos ter feito, mas não fizemos. A energia mental  é tão forte que nos faz parecer ser, por algo que não realizamos.

Entretanto, existem aqueles que acham que são, quando na verdade não  o são. Podem estar no desempenho de seus papéis, porém a negligência, descuido, desinteresse, incompetência etc. fazem com que “tenham a função de”, mas, efetivamente, não o são, resultando numa dicotomia entre o “Ter” e o “Ser”.

“Ter” o papel de pai, não significa que o “seja”. Somente “será” se produzir um movimento no sentido de responder às demandas de um pai. Mas o que é “ser” pai. A resposta mais próxima é aquela que a própria sociedade definiu a partir do senso comum. Existem alguns valores e crenças da cultura que irão determinar paradigmas ou critérios para avaliar se um cidadão está sendo ou não um pai. Do ponto de vista da excelência,  a que cada um atribui a tal papel, tais elementos produzidos pela cultura podem deixar  a desejar quanto aos verdadeiros requisitos de um bom pai.

Assim sendo, todos os papéis que ocupamos em nossa sociedade poderão ser alvos dessa avaliação.  “Quem somos nós?”. É preciso considerar que somos diferentes uns dos outros. Temos uma capacidade potencial formada pelas nossas habilidades e competências, o que certamente nos ajudará a ter maior excelência em alguns papéis do que em outros.

Para finalizar, fica a critério de cada um, a partir do seu livre arbítrio, refletir sobre a frase de William Sheakespeare: “Ser ou não ser, eis a questão”. É uma decisão pessoal,  cabendo a cada um a responsabilidade de realizar hoje conforme seu desejo de se tornar amanhã.

Prof. Daniel Julio - daniel@misterprint.org
 
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